Motorista embriagado que tirou a vida de uma criança em acidente em Missal, recebe pena branda e gera indignação

Júri popular condena réu a apenas 15 anos de prisão por atropelamento fatal de criança inocente. Sociedade clama por punição mais severa diante da gravidade do crime.

Foto que demonstra o amor de uma mãe que teve seu filho arrancado de seus braços num trágico acidente de trânsito e não pode vê-lo crescer.
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O veredito anunciado nesta terça-feira, 27 de junho, no Fórum Estadual de Medianeira deixou a comunidade abalada e revoltada. O réu Marcos Muniz Barbosa, acusado de atropelar e causar a morte do pequeno Gustavo Callegaro Fanin, recebeu uma pena considerada branda: 15 anos e dois meses de prisão. A decisão do júri popular, composto por dois homens e cinco mulheres, gerou indignação e questionamentos sobre a justiça diante da gravidade do crime.

O trágico incidente ocorreu em 14 de novembro de 2015, quando Marcos Muniz Barbosa, dirigindo sob efeito de álcool, em alta velocidade e sem habilitação, atropelou brutalmente a família Callegaro, na margem da PR 495, no Portão do Ocoí, em Missal. Gustavo, com apenas um ano e quatro meses de idade, encontrava-se nos braços de sua mãe, Regiane Callegaro, quando o acidente fatal aconteceu.

Durante o julgamento, uma testemunha de acusação relatou as circunstâncias aterrorizantes do ocorrido, descrevendo o comportamento imprudente do motorista, que dirigia de forma perigosa, colocando em risco a vida de todos ao seu redor.

A pena de 15 anos de prisão estabelecida pelo júri popular foi recebida com descontentamento pela sociedade. O promotor de justiça Frederico Augusto Gomes, responsável pelo caso, manifestou sua insatisfação com a sentença, considerando-a insuficiente diante da gravidade do crime cometido por Marcos Muniz Barbosa. Gomes anunciou que irá recorrer da decisão, buscando uma punição mais rigorosa e justa.

A mãe do pequeno Gustavo, Regiane Callegaro, expressou sua tristeza e frustração com o resultado do julgamento. “A pena aplicada não reflete a dor e a perda irreparável que sofremos. Meu filho foi tirado de nós de forma violenta e cruel, e esperava que a justiça fosse mais incisiva em casos como esse”, desabafou, com os olhos cheios de lágrimas.

A decisão do júri popular reacende o debate sobre a efetividade do sistema judicial e a necessidade de penas mais severas em casos de crimes tão impactantes. A sociedade exige uma resposta mais contundente diante da irresponsabilidade ao volante, a fim de evitar que tragédias como essa se repitam impunemente.

Enquanto a busca por justiça continua, a memória do pequeno Gustavo permanece como um lembrete doloroso das consequências devastadoras da negligência e imprudência no trânsito. A sociedade espera que a revisão da sentença traga a punição adequada e o alívio merecido para a família enlutada.

Leia também: Família espera ansiosa pelo julgamento do motorista embriagado que matou o pequeno Gustavo em 2015, em Missal

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