Família espera ansiosa pelo julgamento do motorista embriagado que matou o pequeno Gustavo em 2015, em Missal

O julgamento está marcado para a próxima terça-feira, em Medianeira. Será aberto a comunidade. A mãe falou com a nossa equipe e contou como tudo aconteceu.

Fotos: Arquivo da família.
Anuncie aqui

Será realizado na próxima terça-feira (27-06), o júri popular para julgar o réu Marcos Muniz Barbosa, que foi acusado de atropelar e matar o pequeno Gustavo Callegaro Fanin, que no próximo mês completaria nove anos, na época do acidente ele tinha apenas um ano e quatro meses de idade, e foi atropelado no colo da mãe Regiane Callegaro na PR 495, no Portão do Ocoí, em Missal, no dia 14 de novembro de 2015.

“Tudo que esperamos é por justiça! Nada trará meu filho de volta. Não existe indenização que pague tudo que perdi. Quem fez isso com a gente precisa ficar preso sim!” diz a mãe. No mês que vem o Gustavo estaria completando nove anos de idade e a mãe lamenta que nunca pode leva-lo para a escola, para o futebol, passear com ele como gostaria de ter feito se isso tudo não tivesse acontecido. “Penso todos os dias nele, e hoje ele seria um ‘homenzinho’ um parceiro para tantas coisas”, acrescenta Regiane.

Conforme a denúncia do Ministério Público do Paraná (MP-PR), Marcos dirigia um veículo Ford F1000, modelo furgão, sob a influência da ingestão de bebida alcoólica e sem a devida permissão para dirigir.

Na denúncia o MP cita ainda que o réu trafegava em alta velocidade, esta incompatível com a previsão administrativa para a condução na rodovia trafegada, demonstrando absoluta indiferença com as consequências de sua conduta.

“Nestas condições, o denunciado, de forma livre e consciente, assumindo o risco de produzir o resultado, atropelou a vítima Gustavo Callegaro Fanin, o qual possuía apenas um ano e quatro meses de idade, dificultando, deste modo, a defesa do ofendido”, descreve.

O ACIDENTE

O motorista da F1000, modelo furgão, com placas de Iporã/PR, que trafegava sentido Medianeira/Missal acabou batendo em um trator (onde estava o avô de Gustavo) e atropelou um grupo de pessoas que prestava auxílio ao motorista de um Del Rey. De acordo com a mãe do Gustavo, Regiane Callegaro, o motorista do Del Rey teria pedido ajuda ao pai dela, que mora às margens da rodovia para rebocar seu carro, e o morador pegou o trator e foi até a rodovia para prestar socorro, a Regiane foi acompanhar o pai com o pequeno Gustavo para também ajudar.

Segundo a mãe, ela estava na margem da rodovia, mas com uma boa distância da pista com o filho Gustavo nos braços. “O dono do Del Rey, que estávamos ajudando, vendia algodão doce e como um gesto de agradecimento por estarmos ali, ele ofereceu um para o meu filho, quando pegamos no algodão doce é que tudo aconteceu”, comenta Regiane.

Os dois foram brutalmente atropelados e socorridas pelo Corpo de Bombeiros de Medianeira e levadas ao Hospital e Maternidade Nossa Senhora da Luz em Medianeira, o Gustavo não resistiu à gravidade dos ferimentos e morreu. A mãe sofreu um ferimento grave em uma das pernas, por muito pouco não precisou amputar e estava em estado de choque, ficou internada pelo longo período de 46 dias, e não pode participar dos atos fúnebres do próprio filho.

O motorista do furgão que aparentava visível estado de embriaguez, e que confessou ter ingerido bebidas alcóolicas aos socorristas e policiais que acompanharam o acidente dirigia o veículo em zigue zague na rodovia antes de bater, e por algumas vezes, obrigou os outros motoristas que trafegavam no sentido contrário a desviarem e saírem da pista.

O motorista causador do acidente foi socorrido pelo SAMU e levado ao hospital Dr. Fernando Santin em Medianeira, aparentemente com ferimentos leves. Depois de receber atendimento médico ele acabou detido por embriaguez ao volante e foi conduzido à Delegacia da Polícia Civil, onde pagou a fiança e foi liberado.

O motorista do trator, avô de Gustavo, foi socorrido por outra ambulância do SAMU e levado ao Nossa Senhora de Fátima, em Missal.

Fonte: Oeste Agora com informações do Guia Medianeira e entrevista com a mãe Regiane Callegaro.

Anuncie aqui