Milagre: Menina de 11 anos atingida por tiro no réveillon disse ter sido salva pela roupa

Emily disse que filmava os fogos de artifício, no momento em que sentiu um impacto no peito e chegou a pensar ter sido atingida por fagulhas dos fogos ou alguma pedra.

Foto reprodução RPC
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Uma criança de 11 anos foi atingida na madrugada de domingo (01-02) por uma bala perdida em Foz do Iguaçu, no Bairro Campos do Iguaçu. A menina chamada Emily Lamarque de Oliveira se salvou porque a bala ficou presa em um pedaço da blusa, dentro do peito. Segundo os pais, ela está bem e se recuperando em casa.

Segundo relatos da família, a bala atingiu o peito de Emily e em vez de perfurar a blusa que ela usava, empurrou a roupa para dentro do peito da menina. O fato ocorreu em meio às celebrações da chegada do novo ano. Apenas o sutiã que a menina usava foi perfurado, e através do pequeno buraco que se formou, passaram o pedaço da blusa e projétil, entrando cerca de 2 centímetros para dentro do peito da criança.

“Não ouvi barulho de nada, estava tudo normal. Só senti um negócio entrando, foi tipo um soco bem forte que penetrou ali. Quando vi, tinha um buraco. O médico disse que foi um verdadeiro milagre. A minha roupa foi um escudo”, disse a menina, em entrevista para a RPC TV, afiliada da Rede Globo em Foz do Iguaçu.

Os médicos contaram aos pais, de que a roupa teria servido de proteção para a menina. O local do tecido tem uma pequena mancha escura causada pela pólvora, mas não há furo, exceto o do sutiã. 

Sutiã que Emily usava quando foi atingida por uma bala perdida – Foto reprodução RPC

Como tudo ocorreu

Emily disse que filmava os fogos de artifício, no momento em que sentiu um impacto no peito e chegou a pensar ter sido atingida por fagulhas dos fogos ou alguma pedra, e correu aos pais para contar o que sentia. Foram eles que perceberam se tratar de um ferimento por bala de fogo e a levaram imediatamente à Unidade Pronto-Atendimento do Morumbi (UPA 24h), onde o projétil foi retirado.

Os pais acreditam em milagre. A mãe da menina, Roseli Américo, disse que a criança não estava sangrando e também estava calma. “Eu entrei em desespero quando vi que era um tiro. Ela não estava nervosa, só com medo de doer quando os médicos fossem puxar a roupa. Quando lembro, me dá uma dor no peito de imaginar uma filha ser atingida por um tiro. Começamos um novo ano mesmo com essa vitória”, relatou.

A Polícia Militar foi chamada e um Boletim de Ocorrência (BO) foi registrado. A Polícia Civil investiga o caso e tenta descobrir o autor do disparo.

Fonte: Portal da Cidade e G1

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